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Mulher sorrindo com o laço rosa da campanha Outubro Rosa

Outubro Rosa é o mês de lembrar que o câncer de mama, quando descoberto cedo, tem grandes chances de cura. O primeiro recado é conhecido: mamografia em dia e atenção a qualquer mudança nas mamas. O segundo recado é menos falado: alguns tratamentos do câncer de mama podem afetar o coração.

O primeiro cuidado: diagnóstico precoce

A Sociedade Brasileira de Mastologia recomenda a mamografia anual a partir dos 40 anos. Mulheres com casos na família ou outros fatores de risco podem precisar começar antes. Converse com o seu ginecologista ou mastologista sobre o melhor momento para você, e procure atendimento se notar nódulo, retração da pele ou do mamilo, secreção ou vermelhidão que não passa.

O que é cardiotoxicidade

É o nome dado aos efeitos que alguns tratamentos contra o câncer podem ter no coração. Certos quimioterápicos, terapias-alvo usadas em tumores do tipo HER2 e a radioterapia na mama esquerda estão entre os que pedem atenção. O efeito mais conhecido é a perda de força do músculo do coração, que pode levar à insuficiência cardíaca; também podem aparecer arritmias e alterações na pressão.

Isso não acontece com todas as pacientes e não é motivo para adiar o tratamento do câncer. É motivo para acompanhar de perto, porque, quando percebida cedo, a alteração costuma ser controlada.

Quem precisa de mais atenção

  • Quem já tem pressão alta, diabetes ou colesterol alto.
  • Quem já teve infarto, arritmia ou outra doença do coração.
  • Fumantes, pessoas com sobrepeso e pacientes acima dos 60 anos.
  • Quem vai receber os medicamentos e a radioterapia citados acima.

Como é o acompanhamento

O ideal é avaliar o coração antes de começar o tratamento, durante e depois dele, sempre em parceria com o oncologista. A consulta cardiológica costuma incluir o eletrocardiograma e o ecocardiograma, que mede a força de contração do coração e permite comparar um exame com o outro ao longo do tratamento.

Os rins também entram nesse cuidado. Pressão alta e diabetes pesam no coração e nos rins ao mesmo tempo, e alguns medicamentos e exames do tratamento exigem que a função dos rins esteja em dia. Por isso, quando necessário, a nefrologia acompanha junto com a cardiologia.

Sinais para avisar o médico

  • Falta de ar nos esforços do dia a dia ou ao deitar.
  • Inchaço nas pernas e tornozelos.
  • Cansaço muito maior do que o esperado.
  • Coração acelerado ou batendo fora do ritmo, tontura ou desmaio.
  • Dor ou aperto no peito.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica. Cada caso deve ser avaliado individualmente, em conjunto com o oncologista. Em situação de emergência, procure um pronto-socorro ou ligue para o SAMU, no 192.

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