Quem já teve uma crise de cálculo renal não esquece a dor. E a má notícia é que a pedra costuma voltar: uma parte grande das pessoas tem um novo cálculo nos anos seguintes. A boa notícia é que dá para reduzir bastante essa chance com mudanças simples, desde que se saiba do que a pedra era feita.
Primeiro passo: descobrir a composição
Existem vários tipos de cálculo, como oxalato de cálcio, ácido úrico e estruvita, e cada um pede uma prevenção diferente. Se você eliminar a pedra, guarde-a seca e leve para a análise do cálculo renal. Junto com exames de sangue e de urina, ela orienta o tratamento certo.
Água é a principal medida
Beber água ao longo do dia deixa a urina mais diluída e dificulta a formação de cristais. Um sinal prático é a cor: a urina deve ficar clara. A quantidade ideal varia de pessoa para pessoa, conforme o clima, a atividade física e outras condições de saúde, então vale definir a meta com o seu médico.
Menos sal, proteína animal com moderação
O excesso de sal aumenta a quantidade de cálcio eliminada na urina, o que favorece a formação de pedras. O consumo exagerado de carne também pesa, especialmente nos cálculos de ácido úrico.
O mito do cálcio. Muita gente corta leite e derivados achando que isso evita pedra. Na maioria dos casos é o contrário: com pouco cálcio na alimentação, o intestino absorve mais oxalato, e o risco de cálculo pode aumentar. Não corte o cálcio sem orientação médica.
Sinais de crise
- Dor forte nas costas ou na lateral da barriga, que pode descer para a virilha.
- Sangue na urina, urina escura ou vontade frequente de urinar.
- Enjoo e vômito junto com a dor.
Dor com febre ou calafrio é sinal de urgência, porque pode indicar infecção junto com a obstrução. Procure atendimento imediatamente.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica. Cada caso deve ser avaliado individualmente. Em situação de emergência, procure um pronto-socorro ou ligue para o SAMU, no 192.